DIU

DIU

O DIU é um método contraceptivo bastante eficiente, reversível e que pode ser utilizado por um período de tempo prolongado. Muitos mitos e dúvidas cercam esse método, portanto, a seguir explicaremos melhor o que é o DIU, seu mecanismo de ação e seus tipos.

O que é DIU?

O DIU é uma pequena estrutura em formato de um T que é colocada no interior do útero da mulher. Esse dispositivo é colocado por um médico, que o insere pela vagina, sendo esse procedimento rápido e praticamente sem dor. Se for necessária, anestesia pode ser aplicada. Depois de colocado no interior do útero, o DIU fica com um ou dois fios que se estendem do colo do útero até parte da vagina.

Tipos de DIU

Atualmente estão disponíveis no mercado o DIU de cobre e o Sistema Intrauterino com Levonorgestrel (SIU-LNG), que também é chamado de DIU Hormonal. O DIU de cobre não contém hormônios, enquanto o hormonal é responsável por liberar levonorgestrel, um progestógeno.

DIU de cobre

O DIU de cobre é uma estrutura de plástico flexível que possui porções recobertas por fios de cobre. Esse método previne a gravidez por causar mudanças no endométrio e no muco cervical, o que impede que os espermatozoides cheguem até o óvulo. Além disso, o DIU de cobre provoca danos aos óvulos por causa do cobre presente em sua estrutura.
Esse método previne a gravidez com muita eficácia. Estima-se que as taxas de gravidez sejam inferiores a 1 em 100 mulheres por ano. É uma boa alternativa para aquelas mulheres que não podem fazer uso do hormônio estrogênio e que não desejam a gravidez no primeiro ano após sua colocação. Não é recomendado para pessoas com alergia ao cobre, que possuem problemas de coagulação, que apresentam distorção da cavidade uterina e que possuem menstruação volumosa.

Efeitos colaterais do DIU de cobre

O DIU de cobre pode desencadear alguns efeitos colaterais, como sangramento prolongado e intenso, sangramento irregular e cólicas menstruais. Em casos em que o DIU provoca menstruações intensas, o dispositivo pode contribuir para a ocorrência de anemia. Desse modo, mulheres com problemas relacionados à coagulação podem ser afetadas com o uso desse método.

SIU-LNG ( DIU Mirena®)

O SIU-LNG é um sistema intrauterino que se destaca pela liberação de levonorgestrel, um hormônio progestógeno (semelhante ao hormônio natural chamado de progesterona). O nome comercial desse sistema é Mirena®, sendo comum a denominação DIU Mirena®. Esse sistema possui também forma de T, mas não possui fios de cobre enrolados em sua estrutura.
Esse tipo de método protege contra a gravidez, pois atua controlando o desenvolvimento do endométrio e também promove o espessamento do muco no canal cervical, o que dificulta a passagem do espermatozoide e consequente fertilização. Além disso, o método garante uma redução do sangramento menstrual e uma redução das cólicas.
O SIU-LNG também é um método bastante eficiente, com um índice de falha de cerca de 0,2% no primeiro ano.

Efeitos colaterais do (DIU Mirena®)

Assim como o DIU de cobre, o DIU Mirena® pode também desencadear efeitos adversos, como alterações no padrão de sangramento da mulher, o qual pode ser irregular, frequente, abundante ou mesmo ausente. É comum nos primeiros meses que a mulher apresente sangramento de escape, ou seja, sangramentos que ocorrem fora do período menstrual. Esses sangramentos, na maioria dos casos, diminuem após os três primeiros meses, melhorando gradativamente ao longo do tempo.

Esclarecendo mitos sobre o DIU

O DIU é um método contraceptivo que, diferentemente da camisinha, não garante proteção contra doenças como gonorreia e sífilis.
Sabemos que o uso do DIU é cercado de mitos, os quais precisam ser definitivamente derrubados. Veja a seguir algumas importantes verdades sobre o DIU:

• As mulheres que nunca tiveram uma gestação podem fazer uso do DIU/SIU-LNG;

• O DIU/SIU-LNG não é um dispositivo abortivo. Esse método contraceptivo evita o encontro do óvulo com o espermatozoide, atuando, portanto, antes da fecundação. Vale salientar, no entanto, que mulheres que ficam gravidas utilizando o DIU apresentam um risco aumentado de aborto caso o DIU não seja removido precocemente;

• O uso do DIU/SIU-LNG não aumenta os riscos de gravidez ectópica. Vale salientar que cerca de 1 em cada 1000 mulheres apresentam gravidez extrauterina quando fazem uso, de maneira correta, do SIU-LNG. Já em mulheres que não fazem uso de nenhum método contraceptivo, o índice de gravidez ectópica é maior, sendo estimado que 3 a 5 mulheres em 1000 enfrentem essa condição;

• A perfuração uterina pode ocorrer durante a inserção do dispositivo, entretanto, é uma condição extremamente rara. O risco de perfuração é maior naquelas mulheres que possuem o útero retrovertido (útero está fletido para trás) e que se submeteram ao procedimento logo após o pós-parto;

• Assim como todo método contraceptivo, o DIU/SIU-LNG pode apresentar falhas;

• O DIU/SIU-LNG pode sair do lugar, entretanto, essas situações são raras;

• Algumas mulheres não podem fazer uso do DIU/SIU-LNG, portanto, cada mulher deve consultar seu médico para avaliar seu caso. Entre os casos não recomendados, estão as mulheres que apresentam malformações uterinas e câncer do colo de útero e endométrio;

• O DIU/SIU-LNG não causa infertilidade e, após sua retirada, a mulher pode engravidar;

• Atualmente, considera-se que o uso de métodos intrauterinos não apresenta relação com a maior chance de desenvolvimento de Doença Inflamatória Pélvica (DIP);

• O DIU/SIU-LNG protege contra uma gravidez indesejada, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e sífilis, sendo recomendado, portanto, o uso de camisinha.

Atenção: É fundamental conversar com o médico (a) a respeito do melhor método contraceptivo a ser adotado. Uma conversa franca é fundamental para que a escolha do método supra as expectativas e tenha maiores chances de sucesso.

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Dicas para reduzir os enjoos na gravidez

Dicas para reduzir os enjoos na gravidez

O enjoo matinal é geralmente um dos primeiros sintomas da gestação. Podem começar já na 5ª semana da gravidez e geralmente melhoram em torno da 16ª semana. Eles são um dos sintomas clássicos da gestação, acometendo de 70% a 80% das gestantes, em diferentes graus de intensidade e duração. Podem ser um mal-estar leve ou vir acompanhados de vômitos e cansaço, tornando o período em que duram bem penoso.

O que causa o enjoo e os vômitos?

Durante a gestação uma série de alterações ocorre no organismo materno. O estômago produz mais ácido, a digestão se torna mais lenta, por exemplo. Além disso, existe uma grande alteração hormonal. Acredita-se que os enjoos e vômitos tenham uma relação com os níveis do hormônio beta-hCG (o mesmo que o utilizado no teste de gravidez de sangue). Sabe-se que quanto maior o nível de beta-hCG maior a chance da ocorrência de náuseas e vômitos durante a gestação.

Os enjoos e vômitos podem ser um problema?

Geralmente não, apesar de comuns não costumam prejudicar a evolução da gravidez. Entretanto, caso a frequência dos vômitos seja muito alta, isso poderá caracterizar um problema chamado Hiperêmese Gravídica.
A Hiperêmese Gravídica é quando os vômitos se tornam tão frequentes que causam desidratação e alterações eletrolíticas. Eventualmente seu médico poderá prescrever medicações para reduzir os sintomas.

Como evitar os enjoos?

Não existe nenhuma solução milagrosa, entretanto algumas atitudes podem reduzir os enjoos e deixar eles mais toleráveis. Seguem algumas dicas que você poderá seguir:

• Evitar cheiros e comidas fortes ou que causem náusea: durante a gestação, as mulheres tendem a ficar mais sensíveis a sabores e odores, por isso, evite, na medida do possível, cheiros e comidas com odores muito fortes que possam ou que já causaram náusea;

• Preferir o consumo de alimentos mais frios e menos temperados: opte por alimentos leves, não muito temperados e em temperatura ambiente, ou frios, assim eles exalam menos cheiro e causam menos mal-estar;

• Deixar uma bolacha, lanchinho ou água com sal sempre a mão para ingerir ao acordar: ao acordar pela manhã, ingerir algum alimento leve e aguardar uns 20 ou 30 minutos, para então se levantar da cama;

• Fazer refeições pequenas de 3 em 3 horas: o estômago vazio piora a náusea, por isso evite ficar muitas horas sem comer. Coma com intervalos curtos e regulares, nem que seja uma fruta ou uma barrinha de cereal;

• Incluir gengibre na alimentação: comer um pedacinho de gengibre ou chupar balas de gengibre ajuda na hora da digestão, diminuindo a irritação da parede do estômago;

• Manter-se hidratada: água é sempre o melhor remédio! Beba água de tempo em tempo, mas evite beber líquidos durante as refeições;

• Praticar exercícios de acordo com a indicação médica: se movimentar é sempre bom, colaborando com a qualidade de vida e o bem-estar. E isso não seria diferente durante a gestação. Mas vale lembrar que é importante consultar o seu médico;

• Cheirar limão ou chupar um picolé de limão: o limão pode ajudar a amenizar a náusea. Por isso, uma dica é tomar chá gelado com limão, colocar rodelas de limão na água com gás, chupar um picolé ou, até cheirar o limão.

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