Anemia Infantil

Anemia Infantil

Saiba como identificar, tratar e prevenir a Anemia Infantil

Você já deve ter ouvido falar em “Anemia”, certo? Mas, você sabe por que ela acontece?

A anemia costuma surgir quando a concentração de Hb (Hemoglobina) contida nos glóbulos vermelhos encontra-se anormalmente baixa. Essa condição pode ocorrer devido a infecções crônicas, problemas hereditários sanguíneos, carência de um ou mais nutrientes essenciais para a formação da hemoglobina, como proteínas, ácido fólico, Vitaminas B12, B6 e C.

Mas, a deficiência de ferro ainda é a principal causa da anemia e até mesmo tem um nome específico para isso: “Anemia Ferropriva”. Aproximadamente 65% do ferro corporal é encontrado na hemoglobina, cuja principal função é o transporte de oxigênio e gás carbônico para o organismo. De uma forma sintetizada, o ferro é indispensável na formação da hemoglobina, o que explica a sua associação direta com a anemia.

Anemia Infantil

A anemia é um problema que pode afetar pessoas em qualquer faixa etária e as crianças não estão livres dela. Estima-se que nos países em desenvolvimento, a prevalência da anemia causada pela falta de ferro acomete principalmente crianças até os quatro anos de idade. Durante a amamentação, o leite materno supre as necessidades desse nutriente, entretanto entre nove e 12 meses de vida, quando uma dieta mais sólida é introduzida na vida da criança, a anemia costuma aparecer.

A anemia infantil também é frequente na infância, porque com o rápido crescimento e desenvolvimento da criança, o organismo precisa de uma demanda aumentada de ferro. E, muitas vezes a ingestão do nutriente é insuficiente ou é perdida devido às alterações gastrointestinais provindas, por exemplo, da alergia à proteína do leite de vaca, parasitoses intestinais, perdas diarreicas e refluxo gastroesofágico.

Como percebo que o meu filho tem anemia?

A deficiência de ferro, principal causadora da anemia, pode gerar sintomas como: palidez, fadiga, sono excessivo, inapetência e até mesmo hábitos incomuns podem ser adotados pela criança, como a ingestão de terra, sabão e gelo. Quando não tratada rapidamente, os sintomas da doença podem evoluir para a perda total do apetite, enfraquecimento do sistema imunológico, infecções constantes e até mesmo complicações neuropsicomotoras.

Precisamos lembrar que a anemia não se transforma em Leucemia. A Leucemia é um câncer que acomete a fábrica do sangue, gerando alteração em todas as células do sangue, inclusive as vermelhas, ou seja, ela é um fator que desencadeia a anemia, que neste caso não é por causa da carência de algum nutriente.

Saiba quando procurar ajuda para tratar a anemia do seu filho

Quando perceber que a criança apresenta os primeiros sinais, procure acompanhamento médico. Para que o diagnóstico da anemia infantil seja feito, o médico solicitará um exame de sangue para avaliar a quantidade de glóbulos vermelhos e hemoglobina. Caso os valores apresentados pelo hemograma sejam muito baixos, geralmente abaixo de 12 g/dl, a anemia é confirmada.

Mas, como existem diversos tipos de anemia, possivelmente haverá a necessidade de realizar outros exames que tenham a capacidade de identificar a causa da doença e direcionar para o tratamento mais adequado. Se a anemia ocasionada por deficiência de ferro for detectada, o médico provavelmente analisará a quantidade de ferritina no sangue, e nos casos em que a quantidade desta substância seja inferior, é a confirmação de que existe pouco ferro no organismo.

Entretanto, vale ressaltar que se os valores de ferritina estiverem normais, mas o paciente ainda apresentar suspeitas da anemia, pode ser necessário fazer mais exames como a eletroforese da hemoglobina ou a contagem dos níveis de vitamina B12 e ácido fólico, que ajudam a identificar outros tipos de anemia.

Meu filho foi diagnosticado com anemia. O que devo fazer?

Com a confirmação do diagnóstico, virá o tratamento. Mas, não se preocupe! Normalmente as formas de tratar a anemia são simples e requer uma suplementação de ferro medicamentosa, para abastecer o organismo com este nutriente e equilibrar os níveis de hemoglobina. Na maioria dos casos, em aproximadamente 45 dias, a doença já está curada. Mas, os cuidados para evitar a reincidência da anemia ainda devem ser mantidos, como uma alimentação adequada e a realização periódica dos exames que detectam a doença.

Prevenção

O aleitamento materno até os seis meses de vida da criança é a forma primária de prevenir a anemia infantil, pois o leite contém quantidades significativas de ferro e supre as necessidades do organismo do bebê. Mas, vale ressaltar que somente o aleitamento materno traz esses benefícios na infância, introduzir leite de vaca com essa finalidade, não é indicado.

Na fase de introdução dos alimentos sólidos, priorize a carne vermelha, gema de ovo, feijão, nozes, castanhas e verduras escuras como couve, brócolis, agrião, espinafre, rúcula, pois essas são excelentes fontes de ferro.

Referências

Anemia ferropriva na infância

http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-s298/port.asp

Anemia por deficiência de ferro

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/dezembro/15/Anemia-por-Defici–ncia-de-Ferro.pdf

Anemia em crianças: deficiência de ferro é a causa mais comum

https://revistacrescer.globo.com/Bebes/Saude/noticia/2013/12/anemia-em-criancas-deficiencia-de-ferro-e-causa-mais-comum.html  

Dieta certa pode driblar anemia em crianças

http://www.hospitalinfantilsabara.org.br/dieta-certa-pode-driblar-anemia-em-criancas/

Exames que confirmam a anemia

https://www.tuasaude.com/exames-que-confirmam-a-anemia/

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Mitos e verdades sobre a vacina da gripe

Mitos e verdades sobre a vacina da gripe

vacina da gripe 2018 terá uma proteção maior em relação à vacina de 2017. A cepa do subtipo do vírus H3N2 Singapore passa a fazer parte da composição da vacina, depois das autoridades em saúde perceberem uma maior circulação desse vírus específico, e os riscos relacionados a ele.

 

Esse é o principal motivo pelo qual, ano após ano, as pessoas são chamadas a se vacinarem contra a mesma doença. Pode parecer que se trata apenas de uma infecção, mas o vírus da gripe tem uma capacidade grande de gerar mutações e criar novas versões de si mesmo.

 

Nos Estados Unidos, uma mutação do vírus da gripe (H3N2 Hong Kong) gerou 47 mil casos no inverno de 2017, o dobro em relação ao período anterior, e a morte de 20 crianças. Essa mesma cepa já estava presente na vacina brasileira do ano passado.

 

O que aconteceu nos Estados Unidos provavelmente se deve ao fato de que as pessoas estão se vacinando cada vez menos. Todas as crianças que morreram em decorrência da Gripe , nos EUA, não haviam sido imunizadas, .

 

16 de abril começa a campanha nacional de vacinação contra a gripe em todo o território nacional. O Dia D da vacina será no dia 5 de maio.

 

Confira abaixo alguns dos mitos e verdades mais comuns envolvendo a vacina da gripe, e tire as suas dúvidas antes de se vacinar:

 

Vacina da gripe causa a doença, ao invés de proteger: mito

 

Quem se vacinou alguma vez contra a gripe e teve sintomas logo em seguida deve achar que a causadora da doença foi, de fato, a vacina – mas os infectologistas garantem que isso não é verdade. A relação de tempo entre o início da doença e a vacina não é causal. O que acontece é que a pessoa já estava no período de incubação da doença e a vacina não teve tempo de incentivar a formação dos anticorpos.

 

Além disso, a vacina contra influenza é feita a partir do vírus morto – e não vivo atenuado, como é o caso de outros imunizantes, como o da febre amarela.

 

 

A vacina causa reações importantes: mito

 

Das reações mais comuns da vacina contra gripe está dor leve e endurecimento no local da aplicação, com duração de 48 horas. Pele avermelhada, dor muscular ou febre são sintomas raros.

 

 

Tomei a vacina e fiquei gripado mesmo assim: mito

 

Se a pessoa vacinada desenvolveu sintomas de gripe, podem ser duas causas: ou ela já estava com o vírus em processo de desenvolvimento, e a vacina não pode ajudar; ou não era gripe. Muitas pessoas confundem os sintomas da gripe com os sintomas do resfriado, que é bem menos grave que a gripe. Os sintomas também são diferentes. Na gripe, a pessoa fica bem debilitada, enquanto o resfriado traz sintomas mais brandos, com pouca febre.

 

Vacina da gripe é contraindicada a quem tem alergia a ovo: verdade

 

Pessoas alérgicas a ovo devem evitar a vacina contra gripe, e essa é uma das poucas contraindicações ao imunizante. Quem estiver com febre também deve evitar se vacinar, bem como quem fizer uso de medicamentos imunossupressores.

 

Atualmente, mesmo gestantes, pessoas imunodeprimidas, desde que não estejam com uma queda muito importante dos glóbulos brancos, podem receber a vacina. Inclusive quem estiver passando pelo tratamento quimioterápico pode receber, se o médico liberar. Essas possibilidades se dão, justamente, porque a vacina não é feita de vírus vivo atenuado, mas de vírus morto.

 

Se me vacinar, protejo eu e todo mundo ao meu redor: verdade

 

Isso vale para todas as vacinas, inclusive contra a gripe. Como o organismo da pessoa imunizada desenvolve anticorpos contra aquele vírus, quando entrar em contato com ele, as células de defesa se encarregam de mata-lo. Quem estiver próximo a pessoa, e por alguma razão não foi imunizado, será protegido de forma indireta.

 

 

Estou gripado, mas estou bem para trabalhar: mito

 

Há um motivo para as empresas incentivarem a vacinação do funcionário contra a gripe: trata-se de uma doença impactante, com sintomas severos. Caso sinta-se gripado, mas ainda dê para trabalhar, provavelmente se trata de um resfriado.

“Um detalhe importante: as pessoas começam a transmitir o vírus um dia antes do início dos sintomas, e continuam nos sete dias seguintes. Então, se for diagnosticada com gripe, fique em casa para não espalhar aos colegas”, orienta Heloísa Giamberardino, pediatra.

 

Quem se vacina antes, se protege mais: verdade

 

Embora seja a mesma vacina, quem se vacinar antes do início das estações mais frias estará mais protegido pela simples questão de tempo. O vírus da gripe já está em circulação e, quando encontra uma temperatura e condições ideais, ele se desenvolve. Quanto antes se vacinar, o organismo estará preparado antes do inverno.

 

 

A vacina da gripe não é indicada a idosos e nem crianças: mito

 

Pessoas acima dos 60 anos podem, e devem, receber a vacina da gripe anualmente. Eles fazem parte do grupo de risco e ao lado deles, deverão ter prioridade e serem vacinadas de maneira antecipada na rede pública, também crianças a partir dos seis meses, até os cinco anos; gestantes, lactantes, puérperas até os 45 dias depois do parto, profissionais da saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como asma, bronquite e cardiopatas; pessoas confinadas; professores de escolas públicas e privadas.

 

10 a 15 dias é o período que o organismo leva para desenvolver os anticorpos contra o vírus da gripe, depois da vacina.

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