A Importância da Vacinação

A Importância da Vacinação

Descoberta há mais de 200 anos, a vacinação é um dos meios mais eficazes de estimular a defesa do organismo contra vírus e bactérias que provocam desde doenças simples, até as mais graves. Com a evolução da tecnologia, também ocorreu o desenvolvimento na forma de preparar as vacinas. Atualmente, elas são produzidas em laboratórios, a partir de vírus e bactérias enfraquecidas ou mortas e alguns de seus derivados.

Em geral, elas são aplicadas por meio de injeção ou via oral (“gotinha”?) e gera no corpo da pessoa imunizada defesa, bem como anticorpos que permanecem no organismo e evitam que a doença, para qual ocorreu a imunização, não se manifeste no futuro.

Vacinar-se é adotar inteiramente a premissa: “prevenir é melhor do que remediar”, visto que tratar uma doença sempre é o caminho mais difícil, pois existem condições patológicas que levam até à morte. Embora seja um ato individual, a vacinação muitas vezes age coletivamente, isto é, quanto mais pessoas se protegem, a chance de epidemia de qualquer doença reduz drasticamente.

Estudos mostram que diversas doenças preveníveis pela vacinação podem ser exterminadas completamente, porém, apenas a Varíola é considerada erradicada no mundo, tendo seu último registro de incidência feito no ano de 1977.

Fique atento!

Estar com o cartão de vacinação em dias não é só para as crianças:

  • Os idosos precisam se imunizar contra a gripe (anualmente), pneumonia e tétano;
  • Para as mulheres em idade fértil é indicada a vacina contra a rubéola e tétano. Caso na adolescência não tenham se vacinado contra a HPV, também é possível fazer na fase adulta;
  • Pessoas que trabalham diretamente com a saúde, viajantes com destino a áreas de risco e outros grupos de pessoas com características específicas devem seguir algumas recomendações de vacinação.

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Surto de febre amarela – Informativo

Surto de febre amarela – Informativo

Apesar de as pessoas estarem perdendo o interesse pela vacina, a febre amarela continua avançando. O novo boletim do Ministério da Saúde aponta, pela primeira vez, um maior número de casos e mortes entre a temporada 2017/2018 do que na 2016/2017.

De 1º de julho de 2017 a 28 de fevereiro de 2018, foram confirmados 723 casos da doença e 237 óbitos no Brasil. No mesmo espaço de tempo do período anterior, foram 576 episódios da infecção, com 184 falecimentos.

Os estados mais afetados seguem sendo Minas Gerais (314 casos e 103 mortes), São Paulo (307 casos e 95 mortes) e Rio de Janeiro (96 casos e 38 mortes). O Espírito Santo também acusou cinco episódios de febre amarela, enquanto o Distrito Federal confirmou um. Há ainda 785 casos suspeitos sendo avaliados do sul ao norte do país.

Para ter ideia, antes da onda de febre amarela dos últimos tempos, o ano 2000 era o com maior número de casos desde 1980, quando o governo começou a notificar os casos. Na época, foram 40 mortes – bem menos do que os 237 atuais.

O que o Ministério diz

Apesar desses números, o governo afirma que a incidência de febre amarela do atual surto é menor. Como assim?

Vamos explicar o argumento passo a passo: o vírus transmissor da doença atualmente está circulando por áreas metropolitanas do país que envolvem uma maior concentração de pessoas. A cidade de São Paulo, por exemplo, até pouco tempo atrás não registrava habitantes com a enfermidade.

Em resumo, o contingente de brasileiros que vivem em áreas suscetíveis à febre amarela é, hoje, de 32,3 milhões de pessoas, de acordo com o ministério. Fazendo as contas, isso dá 2,2 casos para cada 100 mil habitantes dessas áreas de risco.

Já na sazonalidade passada, a febre amarela se restringia a locais com muitas matas – que punham em risco 8 milhões de indivíduos. Isso dá 7,1 casos para cada 100 mil moradores.

Dito de outro jeito, o Ministério da Saúde alega que o surto do momento não é mais intenso dentro das áreas acometidas pela febre amarela. Mas, cá entre nós, ele é ao menos mais amplo – o que justificaria uma campanha de vacinação em todo o país, que já está sendo estudada.

O que eu devo fazer

Antes de tudo, se você está em uma região que faz parte das campanhas de vacinação e não está imunizado, é fundamental que tome a injeção contra a febre amarela. São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia estão com campanhas em andamento.

Até agora, a adesão está baixa – um fato no mínimo curioso, uma vez que, no início do ano, as filas para conseguir as doses eram enormes. Além disso,

Se você mora ou vai visitar regiões com recomendação da vacina, precisa se vacinar. Tenha certeza: nesses casos, o risco da reação adversa  é muito, mas muito menor do que o de sofre pra valer com a doença em si.

Um recado final: pense nas vacinas em geral como medidas preventivas. Elas até funcionam em casos de emergência, mas o seu verdadeiro potencial é evitar que os primeiros casos de quaisquer infecções surjam ou se alastrem. E, para isso, você precisa se antecipar e respeitar as recomendações de vacinação sempre.

 

Referência:https://saude.abril.com.br/

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