Gestação Saudável – Checklist dos exames de Pré Natal

Gestação Saudável – Checklist dos exames de Pré Natal

O dia a dia da mulher é sempre repleto de compromissos. É trabalho, casa, academia e tantas outras coisas que a agenda fica sempre lotada, porém assim que a mulher se torna gestante, abre-se à agenda para consultas, avaliações físicas e exames, que devem ser realizados durante os nove meses, ou seja, uma maratona intensa de visitas médicas.  Mas não se assuste, tudo isso faz parte de um maravilhoso mundo novo no qual a futura mamãe vai se descobrir e curtir cada fase.

O Ministério da Saúde recomendou que toda gestante faça visitas ao médico pelo menos seis vezes até o momento do parto, mas geralmente essas visitas são com frequência maior. É fundamental não demorar para começar o acompanhamento, assim que for constatada a gravidez, já se deve começar o pré-natal.

Veja abaixo o que é realizado durante uma consulta pré-natal:

  • Conversa com a paciente para saber o estado geral, quais os sintomas que estão aparecendo e, a partir da 20ª semana, sobre os movimentos do feto;
  • Aferição da pressão arterial;
  • Verificação do peso;
  • Aferição da altura do útero ;
  • Ausculta dos batimentos cardíacos do feto;
  • Solicitação dos exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, caso necessário).

Cada gravidez é única e com muitas variáveis, o que determina a realização de exames especiais ou testes que não listamos aqui. Existem casos particulares, que devem ser tratados de maneira diferenciada. Confira, os exames que toda gestante deve fazer e o que eles mostram ao médico:

Pré-natal:

Exame de sangue: Verifica o tipo sanguíneo da futura mamãe (importante, caso o fator Rh seja negativo), dosar hormônios e anticorpos da tireoide, detectar possíveis infecções (hepatites A, B e C, HIV e Sífilis), além de verificar se a gestante não tem anemia, dosar os níveis de açúcar no sangue e definir se a gestante corre ou não risco de contrair doenças como rubéola, toxoplasmose e citomegalovirus. O exame de sangue pode ser feito várias vezes ao longo da gestação, mas deve ser solicitado pelo médico, no mínimo, uma vez a cada trimestre.

Exame de urina: Este exame detecta infecção urinária e a presença de proteínas, exame fundamental para gestantes hipertensas.

Exame de fezes: Este exame mostra a presença de parasitas no intestino que podem provocar anemia e outros problemas.

5ª a 8ª semana de gestação:

Ultrassonografia Transvaginal: Mostra o embrião e o saco gestacional, é neste momento que a futura mamãe vai saber o tempo de gravidez e a data provável do parto. Geralmente, este exame é realizado após a sexta semana, o que possibilita ouvir os batimentos cardíacos do embrião.

11ª a 14ª semana de gestação:

Ultrassonografia da translucência nucal:  Este exame tem como principal objetivo detectar as anomalias, como a Síndrome de Down. Caso o exame apresente alterações o médico irá solicitar exames complementares para uma confirmação diagnóstica.

20ª a 22ª semana de gestação:

Ultrassonografia morfológica: Neste exame é analisado toda a morfologia do bebê e na maioria dos casos, é possível saber o sexo do bebê. Caso a gestante queira realizar a ultrassonografia 4D, consegue-se ver o rostinho do bebê.

24ª a 28ª semana de gestação:

Triagem de diabetes gestacional: Neste exame é verificado se a gestante desenvolveu diabetes gestacional, uma doença que requer cuidados especiais e possível antecipação do parto. O exame também é conhecido como curva de tolerância a glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose.

34ª a 37ª semana de gestação:

Triagem de estreptococo beta-hemolítico:  Neste exame é verificado se existe a bactéria estreptococo do grupo B que é passada para o bebê durante o nascimento e que pode até provocar o óbito do recém-nascido. O tratamento, caso positivo é feito através de antibióticos para a gestante no dia do parto. Esta análise é feita através de uma amostra de secreção vaginal e outra do reto.

 

Ultrassonografia do terceiro semestre: Neste exame é importante para acompanhar o tamanho, o peso e a posição do bebê. Ele avalia a maturidade da placenta e a quantidade de líquido amniótico. O número de ultrassonografias no último trimestre de gravidez, depende da necessidade de cada gestante e da conduta particular do médico, por isso, não se assuste se ocorrer mais de uma vez.
Cuidados especiais:

  • Gravidez após os 38 anos;
  • Patologias obstétricas em gestações anteriores ( Pré Eclampsia, Parto Prematuro e etc )
  • Gestantes com doenças prévias (como lúpus, câncer, doenças do colágeno);
  • Gestantes com diabetes ou hipertensão;
  • Gestantes com histórico de doenças hereditárias na família e gestação de múltiplos.

 

Essas são algumas situações consideradas de risco pelos médicos e que levam à necessidade de um pré-natal com mais cuidado e com realização de exames específicos. Veja alguns testes que podem ser solicitados pelo médico:

 

Teste de Coombs:  Este exame é feito quando o fator Rh da mãe é negativo e o do pai positivo, a mulher deve solicitar esse teste, feito por exame de sangue. Ele revela se houve contato entre o sangue materno e o do bebê para que seja iniciado o tratamento antes que o feto se prejudique. Isso porque a incompatibilidade sanguínea pode levar a eritroblastose fetal, que é quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode levar à óbito. O exame é realizado mensalmente em jejum de três horas.

 

Biópsia do vilo corial (11ª a 14ª semana): É solicitado normalmente quando existe alterações cromossômicas no feto. Geralmente é  solicitado quando são constatadas alterações no exame de ultrassonografia de translucência nucal.

 

Amniocentese (a partir da 13ª semana): É parecido com a biópsia do vilo corial e também tem como objetivo a detecção de anormalidades genéticas no feto.

 

Ultrassonografia Transvaginal (a partir da 12ª semana): É indicada quando a gestação tem alto risco prematuridade, como no caso de gêmeos, tem como finalidade checar as condições do colo do útero, pois se ele se romper poderá levar ao parto prematuro.

 

Fibronectina fetal (18ª a 24ª semana): É uma análise da secreção vaginal para avaliar a chance de nascimento prematuro. Realizada em mulheres de alto risco para parto prematuro, como as gestantes que tiveram o problema em gestação anterior ou apresentam o encurtamento do colo uterino.

 

Ecocardiografia fetal (a partir da 28ª semana): Neste exame é observado detalhadamente o funcionamento do coração do bebê. Este exame é cada vez mais solicitado pelos médicos como uma rotina, dentro do pré-natal, mesmo para pacientes de baixo risco.

 

Perfil biofísico (após a 28ª semana): O exame e solicitado quando existe a suspeita do desenvolvimento do bebê estar comprometido. É indicado para gestações de alto risco, ele avalia os movimentos respiratórios, movimentos dos membros, tônus muscular, frequência cardíaca e o volume do líquido amniótico.

 

Lembramos que o número de consultas pode variar de acordo com a conduta de cada médico e também conforme as peculiaridades de cada gestação, mas em geral a futura mamãe é orientada a retornar sempre ao consultório do médico mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo mês as consultas passam a ser quinzenal, ou seja, duas vezes no mês e no nono mês passa a ser semanal. Toda essa rotina é de extrema importância, pois serve para cuidar da saúde da mãe e do filho e acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê.

Qualquer dúvida entre em contato conosco. Para conhecer mais sobre os exames realizados pela Climed, clique aqui.

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Por que devo levar meu filho ao pediatra?

Por que devo levar meu filho ao pediatra?

Saiba o porquê de levar seu filho ao pediatra e como é importante escolher um médico para acompanhar o seu filho desde o nascimento até o início da adolescência.

Vamos supor que seu filho fica doente você o leva no pediatra ou ao Posto de Saúde? Se você escolheu a opção 2, saiba que está dentro de uma tendência de substituir o pediatra de consultório pelo atendimento hospitalar e essa troca pode apresentar riscos para o seu filho.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, uma pesquisa feita nos Estados Unidos analisou mais de 20 mil crianças e os especialistas descobriram que as crianças que não compareceram na consulta na quantidade recomendada pela Academia Americana de Pediatra até os 3 anos de idade correm duas vezes mais risco de serem hospitalizadas e as chances aumentam em caso de doenças crônicas, como asma e problemas do coração. Isso porque as famílias que perdem as consultas, perdem também a oportunidade de prevenção e detecção precoce dos problemas.

Geralmente, por falta de tempo as pessoas só levam o filho ao pediatra quando ele está doente, e por mais que a consulta seja feita corretamente, o médico não consegue conhecer a criança e a família direto, o atendimento fica superficial e de imediato. Sendo que a função do pediatra, além de tratar da doença, é principalmente acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança e que também tire dúvidas dos pais, trocar informações sobre a educação da criança, orientar sobre a alimentação, sono e fazer a prevenção de doenças e acidentes.

Mas quando devo levar meu filho ao pediatra?

O contato deve começar antes mesmo de a criança nascer, uma consulta pré-natal com o pediatra é importante para o êxito dos primeiros momentos da relação entre filho e pais, o pediatra pode te dar dicas para a sala de parto e para a permanência do bebê na maternidade.

Se o bebê já estiver em casa, as avaliações do pediatra são voltadas para o acompanhamento de ganho de peso, amamentação, presença de icterícia, coto umbilical, evacuações, testes do pezinho e da audição, além do estabelecimento do calendário de vacinação. A Sociedade Brasileira de Pediatria tem recomendações especificas sobre o número de consultas para cada faixa etária da criança, confira a tabela a seguir:

 

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Aí você me fala. Tudo isso? Sim, mas calma, sabemos que a correria do dia a dia pode deixar as famílias sem alternativas, mas você vai lembrar do pediatra só quando chega aquela gripe ou quando a criança não está conseguindo comer ou dormir direito, mas como já dissemos, são as consultas regulares que vão garantir que seu filho se desenvolva da melhor forma possível.

Se você não tem tempo, podemos te dar um conselho de que no primeiro contato com o pediatra, peça a orientação sobre a programação de consultas e não se esqueça de anotar tudo.

Lembramos que desde o nascimento do seu filho até o início da adolescência, você vai conviver muito com o pediatra, por isso, é importante que você saiba escolher bem antes de levar seu filho, é preciso conversar bastante com o médico e conhece-lo. Existem vários pediatras por aí, mas o ideal é que a família encontre um de acordo com seu perfil. Não se esqueça, que o quanto mais cedo os cuidados com o seu filho, mais qualidade de vida ele terá no futuro.

Qualquer dúvida, entre em contato conosco, nós estamos à disposição. Saiba mais sobre a Climed, clique aqui.

 

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Vacinação Infantil: Dúvidas? Nós temos as respostas.

Vacinação Infantil: Dúvidas? Nós temos as respostas.

Julho é mês de férias, o que deve aumentar a atenção dos pais em relação aos seus filhos. Além disso, julho marca o início do inverno e, consequentemente a gripe comum e a H1N1.

A vacinação infantil ensina o sistema imunológico a reconhecer os agentes agressores que podem provocar doenças, assim como ensiná-lo as reagir produzindo anticorpos capazes de combate-los. Na preparação das vacinas, pode ser utilizado um componente do agente agressor, ou seja, o agente agressor numa forma moderada, ou morto, ou outro agente que seja semelhante ao causador da doença.

Por isso, a vacinação infantil é importante e, é quando surge muitas dúvidas em relação a vacinação, confira abaixo as principais perguntas.

Qual é a vacina indicada para crianças de 6 até 3 anos?

Tanto a vacina Trivalente quanto a vacina Quadrivalente podem ser utilizadas, a vacina Quadrivalente tem duas cepas do vírus Influenza A e duas cepas do vírus Influenza B e dessa forma oferece uma maior proteção.

Qual a diferença entre Trivalente a Quadrivalente?

Vacina Trivalente:  A vacina compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nesta vacina;

Vacina Quadrivalente: A Quadrivalente possui duas cepas de Influenza A e duas Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nesta vacina.

Qual a diferença da vacina pediátrica da vacina adulta?

A composição e a mesma, o que altera é a dosagem.

As vacinas protegem contra os resfriados?

Não. Primeiro temos que diferenciar a gripe do resfriado.  A gripe é causada pelo vírus Influenza e provoca dores pelo corpo, febre e pode gerar complicações como a pneumonia. Já o resfriado tem sintomas suaves e com menor duração.

Crianças devem tomar quantas doses?

Todas as crianças abaixo de 9 anos de idade, que tomaram a vacina para Influenza pela primeira vez, devem receber duas doses com um mês de intervalo.

Qual a contraindicação da vacina?

A principal é a alergia grave ao ovo.

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