DIU

DIU

O DIU é um método contraceptivo bastante eficiente, reversível e que pode ser utilizado por um período de tempo prolongado. Muitos mitos e dúvidas cercam esse método, portanto, a seguir explicaremos melhor o que é o DIU, seu mecanismo de ação e seus tipos.

O que é DIU?

O DIU é uma pequena estrutura em formato de um T que é colocada no interior do útero da mulher. Esse dispositivo é colocado por um médico, que o insere pela vagina, sendo esse procedimento rápido e praticamente sem dor. Se for necessária, anestesia pode ser aplicada. Depois de colocado no interior do útero, o DIU fica com um ou dois fios que se estendem do colo do útero até parte da vagina.

Tipos de DIU

Atualmente estão disponíveis no mercado o DIU de cobre e o Sistema Intrauterino com Levonorgestrel (SIU-LNG), que também é chamado de DIU Hormonal. O DIU de cobre não contém hormônios, enquanto o hormonal é responsável por liberar levonorgestrel, um progestógeno.

DIU de cobre

O DIU de cobre é uma estrutura de plástico flexível que possui porções recobertas por fios de cobre. Esse método previne a gravidez por causar mudanças no endométrio e no muco cervical, o que impede que os espermatozoides cheguem até o óvulo. Além disso, o DIU de cobre provoca danos aos óvulos por causa do cobre presente em sua estrutura.
Esse método previne a gravidez com muita eficácia. Estima-se que as taxas de gravidez sejam inferiores a 1 em 100 mulheres por ano. É uma boa alternativa para aquelas mulheres que não podem fazer uso do hormônio estrogênio e que não desejam a gravidez no primeiro ano após sua colocação. Não é recomendado para pessoas com alergia ao cobre, que possuem problemas de coagulação, que apresentam distorção da cavidade uterina e que possuem menstruação volumosa.

Efeitos colaterais do DIU de cobre

O DIU de cobre pode desencadear alguns efeitos colaterais, como sangramento prolongado e intenso, sangramento irregular e cólicas menstruais. Em casos em que o DIU provoca menstruações intensas, o dispositivo pode contribuir para a ocorrência de anemia. Desse modo, mulheres com problemas relacionados à coagulação podem ser afetadas com o uso desse método.

SIU-LNG ( DIU Mirena®)

O SIU-LNG é um sistema intrauterino que se destaca pela liberação de levonorgestrel, um hormônio progestógeno (semelhante ao hormônio natural chamado de progesterona). O nome comercial desse sistema é Mirena®, sendo comum a denominação DIU Mirena®. Esse sistema possui também forma de T, mas não possui fios de cobre enrolados em sua estrutura.
Esse tipo de método protege contra a gravidez, pois atua controlando o desenvolvimento do endométrio e também promove o espessamento do muco no canal cervical, o que dificulta a passagem do espermatozoide e consequente fertilização. Além disso, o método garante uma redução do sangramento menstrual e uma redução das cólicas.
O SIU-LNG também é um método bastante eficiente, com um índice de falha de cerca de 0,2% no primeiro ano.

Efeitos colaterais do (DIU Mirena®)

Assim como o DIU de cobre, o DIU Mirena® pode também desencadear efeitos adversos, como alterações no padrão de sangramento da mulher, o qual pode ser irregular, frequente, abundante ou mesmo ausente. É comum nos primeiros meses que a mulher apresente sangramento de escape, ou seja, sangramentos que ocorrem fora do período menstrual. Esses sangramentos, na maioria dos casos, diminuem após os três primeiros meses, melhorando gradativamente ao longo do tempo.

Esclarecendo mitos sobre o DIU

O DIU é um método contraceptivo que, diferentemente da camisinha, não garante proteção contra doenças como gonorreia e sífilis.
Sabemos que o uso do DIU é cercado de mitos, os quais precisam ser definitivamente derrubados. Veja a seguir algumas importantes verdades sobre o DIU:

• As mulheres que nunca tiveram uma gestação podem fazer uso do DIU/SIU-LNG;

• O DIU/SIU-LNG não é um dispositivo abortivo. Esse método contraceptivo evita o encontro do óvulo com o espermatozoide, atuando, portanto, antes da fecundação. Vale salientar, no entanto, que mulheres que ficam gravidas utilizando o DIU apresentam um risco aumentado de aborto caso o DIU não seja removido precocemente;

• O uso do DIU/SIU-LNG não aumenta os riscos de gravidez ectópica. Vale salientar que cerca de 1 em cada 1000 mulheres apresentam gravidez extrauterina quando fazem uso, de maneira correta, do SIU-LNG. Já em mulheres que não fazem uso de nenhum método contraceptivo, o índice de gravidez ectópica é maior, sendo estimado que 3 a 5 mulheres em 1000 enfrentem essa condição;

• A perfuração uterina pode ocorrer durante a inserção do dispositivo, entretanto, é uma condição extremamente rara. O risco de perfuração é maior naquelas mulheres que possuem o útero retrovertido (útero está fletido para trás) e que se submeteram ao procedimento logo após o pós-parto;

• Assim como todo método contraceptivo, o DIU/SIU-LNG pode apresentar falhas;

• O DIU/SIU-LNG pode sair do lugar, entretanto, essas situações são raras;

• Algumas mulheres não podem fazer uso do DIU/SIU-LNG, portanto, cada mulher deve consultar seu médico para avaliar seu caso. Entre os casos não recomendados, estão as mulheres que apresentam malformações uterinas e câncer do colo de útero e endométrio;

• O DIU/SIU-LNG não causa infertilidade e, após sua retirada, a mulher pode engravidar;

• Atualmente, considera-se que o uso de métodos intrauterinos não apresenta relação com a maior chance de desenvolvimento de Doença Inflamatória Pélvica (DIP);

• O DIU/SIU-LNG protege contra uma gravidez indesejada, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e sífilis, sendo recomendado, portanto, o uso de camisinha.

Atenção: É fundamental conversar com o médico (a) a respeito do melhor método contraceptivo a ser adotado. Uma conversa franca é fundamental para que a escolha do método supra as expectativas e tenha maiores chances de sucesso.

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Dicas para reduzir os enjoos na gravidez

Dicas para reduzir os enjoos na gravidez

O enjoo matinal é geralmente um dos primeiros sintomas da gestação. Podem começar já na 5ª semana da gravidez e geralmente melhoram em torno da 16ª semana. Eles são um dos sintomas clássicos da gestação, acometendo de 70% a 80% das gestantes, em diferentes graus de intensidade e duração. Podem ser um mal-estar leve ou vir acompanhados de vômitos e cansaço, tornando o período em que duram bem penoso.

O que causa o enjoo e os vômitos?

Durante a gestação uma série de alterações ocorre no organismo materno. O estômago produz mais ácido, a digestão se torna mais lenta, por exemplo. Além disso, existe uma grande alteração hormonal. Acredita-se que os enjoos e vômitos tenham uma relação com os níveis do hormônio beta-hCG (o mesmo que o utilizado no teste de gravidez de sangue). Sabe-se que quanto maior o nível de beta-hCG maior a chance da ocorrência de náuseas e vômitos durante a gestação.

Os enjoos e vômitos podem ser um problema?

Geralmente não, apesar de comuns não costumam prejudicar a evolução da gravidez. Entretanto, caso a frequência dos vômitos seja muito alta, isso poderá caracterizar um problema chamado Hiperêmese Gravídica.
A Hiperêmese Gravídica é quando os vômitos se tornam tão frequentes que causam desidratação e alterações eletrolíticas. Eventualmente seu médico poderá prescrever medicações para reduzir os sintomas.

Como evitar os enjoos?

Não existe nenhuma solução milagrosa, entretanto algumas atitudes podem reduzir os enjoos e deixar eles mais toleráveis. Seguem algumas dicas que você poderá seguir:

• Evitar cheiros e comidas fortes ou que causem náusea: durante a gestação, as mulheres tendem a ficar mais sensíveis a sabores e odores, por isso, evite, na medida do possível, cheiros e comidas com odores muito fortes que possam ou que já causaram náusea;

• Preferir o consumo de alimentos mais frios e menos temperados: opte por alimentos leves, não muito temperados e em temperatura ambiente, ou frios, assim eles exalam menos cheiro e causam menos mal-estar;

• Deixar uma bolacha, lanchinho ou água com sal sempre a mão para ingerir ao acordar: ao acordar pela manhã, ingerir algum alimento leve e aguardar uns 20 ou 30 minutos, para então se levantar da cama;

• Fazer refeições pequenas de 3 em 3 horas: o estômago vazio piora a náusea, por isso evite ficar muitas horas sem comer. Coma com intervalos curtos e regulares, nem que seja uma fruta ou uma barrinha de cereal;

• Incluir gengibre na alimentação: comer um pedacinho de gengibre ou chupar balas de gengibre ajuda na hora da digestão, diminuindo a irritação da parede do estômago;

• Manter-se hidratada: água é sempre o melhor remédio! Beba água de tempo em tempo, mas evite beber líquidos durante as refeições;

• Praticar exercícios de acordo com a indicação médica: se movimentar é sempre bom, colaborando com a qualidade de vida e o bem-estar. E isso não seria diferente durante a gestação. Mas vale lembrar que é importante consultar o seu médico;

• Cheirar limão ou chupar um picolé de limão: o limão pode ajudar a amenizar a náusea. Por isso, uma dica é tomar chá gelado com limão, colocar rodelas de limão na água com gás, chupar um picolé ou, até cheirar o limão.

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Riscos da gravidez na adolescência

Riscos da gravidez na adolescência

A gravidez na adolescência é uma preocupação individual, mas também de saúde pública. Isso porque, segundo o relatório mais atual da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos.

O índice brasileiro está acima da média latino-americana, estimada em 65,5. No mundo, a média é de 46 nascimentos a cada mil. Em países como os Estados Unidos, o índice é de 22,3 nascimentos a cada mil adolescentes de 15 a 19 anos.

A gravidez na adolescência além de criar obstáculos para o desenvolvimento psicossocial da mulher, ainda faz com que o bebê fique vulnerável a riscos e doenças, tenha uma saúde mais frágil e um desenvolvimento social mais prejudicado.

A propensão de riscos na gestação precoce, normalmente, é devido à falta de preparo do corpo de uma adolescente. Mulheres nesta fase da vida ainda não possuem maturidade do sistema reprodutor, ou seja, ele ainda não foi totalmente desenvolvido. Há também problemas anatômicos comuns na adolescência como tamanho e conformidade da pelve e elasticidade dos músculos uterinos

Riscos

Geralmente, os riscos de uma gravidez na adolescência são: o aborto espontâneo ou parto prematuro. O grupo mais propenso a esses problemas está na faixa etária de 11 a 15 anos. Abaixo listamos outros fatores de riscos associados a uma gravidez precoce:

  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
  • Bebê com baixo peso ou subnutrido;
  • Complicações no parto, que pode levar a uma cesariana;
  • Infecção urinária ou vaginal;
  • Aumento do risco de depressão pós-parto;
  • Aumento do risco de rejeição ao bebê.

Leia o nosso ARTIGO sobre infecção urinária na gravidez

Outros fatores

Além da idade, o peso da adolescente também pode significar um risco, já que uma adolescente que pesa menos de 45 quilos apresenta maiores chances de gerar um bebê pequeno para a idade gestacional.

A obesidade também pode ser prejudicial, inclusive para a mãe, pois aumenta o risco de diabetes e de hipertensão arterial durante a gravidez. Se a altura da adolescente for inferior a 1,60 cm, ocorre uma maior probabilidade de ter um quadril pequeno, o que aumenta as chances de trabalho de parto prematuro e de dar à luz a um bebê muito pequeno por atraso de crescimento intrauterino.

Pré-natal

Para ter uma gestação saudável na adolescência é fundamental que a mulher realize o pré-natal. A única diferença entre o pré-natal de uma adolescente e de uma mulher adulta é a periodicidade das consultas, que deve ocorrer em um tempo menor. Dessa forma, é possível diagnosticar precocemente alguma patologia que possa surgir, considerando que há riscos maiores na gravidez precoce.

Além do pré-natal, a gestante adolescente precisa passar por consultas regulares, atividades educativas, conhecer o local do parto, ter o direito de acompanhante, além do leito e garantia de que o local em que fará o parto será adequado as suas necessidades.

Se você ainda tem dúvidas sobre a gravidez na adolescência e seus riscos, converse com um médico. A ajuda profissional é fundamental para entender melhor o processo e quais mudanças e cuidados podem ocorrer nesta fase da vida.

 

Referências

Riscos da gravidez na adolescência

https://goo.gl/hrKfJc

Gravidez na adolescência: riscos e cuidados necessários

https://goo.gl/iBpjbC

Brasil tem gravidez na adolescência acima da média latino-americana

https://goo.gl/b7rcF8

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Ultrassom Morfológico: o que detecta e qual é a sua precisão?

Ultrassom Morfológico: o que detecta e qual é a sua precisão?

Como o próprio nome sugere, o aparelho de ultrassonografia funciona com a emissão de ondas sonoras, sendo desta forma, considerado um procedimento seguro e nada invasivo.

Essas ondas emitidas, quando o aparelho de ultrassonografia toca a região abdominal, “desenham” o que existe dentro da barriga da mamãe conforme seus sons vão encontrando ou não material. Esta imagem desenhada, como você deve estar imaginando, é exatamente aquela projetada no monitor durante o exame.

O Ultrassom Morfológico é realizado no primeiro trimestre, entre a 11ª e a 14ª semana, e no segundo, entre a 18ª e a 24ª, e tem o objetivo de avaliar diversas estruturas do feto, por isso leva o nome de morfológico.

Precisão do Ultrassom Morfológico

Na primeira fase, o índice de acerto é de até 70% e na segunda, quando o feto já está bem desenvolvido com os contornos mais definidos, a confiabilidade da Ultrassonografia Morfológica chega a 90%.

O que detecta o Ultrassom Morfológico?

O exame é utilizado para detectar possíveis alterações congênitas, como a malformação do cérebro e a hidrocefalia (acúmulo de líquido na cavidade craniana), bem como problemas genéticos e cromossômicos, como a Síndrome de Down.

O exame do 1º Trimestre tem a finalidade de datar a gestação com precisão; diagnosticar abortos; avaliar o risco do feto para o desenvolvimento da Síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas; diagnosticar casos de gestação múltipla (gemelaridade) e identificar bebês que têm uma chance maior de apresentar malformações cardíacas.

Além disso, a Ultrassonografia Morfológica faz uma análise minuciosa da forma de diversos órgãos e partes do corpo do bebê, assim como da estrutura dos sistemas e membros, posição da placenta, quantidade de líquido amniótico e fluxo sanguíneo.

Segundo Trimestre

Já no 2º Trimestre de gestação é a melhor alternativa para avaliar riscos que possam existir durante o parto. Este exame mais detalhado também revela toda a anatomia do bebê, inclusive o sexo; mostra com detalhes todos os seus órgãos internos, evidenciando se há algum problema ou se o desenvolvimento do bebê está indo bem; identifica possíveis malformações, assim como a posição da placenta, a quantidade de líquido amniótico, a posição do cordão umbilical e o fluxo sanguíneo nas artérias.

 

Mamãe, ainda não sabe onde fazer este exame? Agende na Climed a sua Ultrassonografia Morfológica e garanta mais qualidade, segurança e alegria para a chegada do seu bebê!

 

Referência:

https://bebemamae.com/gravidez/ultrassom-morfologico-o-que-detecta-e-o-sua-precisao

www.clinicamedicaclimed.com.br

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Infecção Urinária na Gravidez: sintomas, diagnóstico e tratamento

Infecção Urinária na Gravidez: sintomas, diagnóstico e tratamento

São incontáveis os problemas que a mulher fica mais suscetível a ter durante a gravidez, e, um deles é a infecção urinária. A princípio, a infecção urinária na gravidez não traz grandes riscos para o bebê, no entanto, quando não tratada, pode implicar no parto prematuro ou até mesmo no aborto espontâneo.

Neste ARTIGO você conhecerá quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico e os possíveis tratamentos para a infecção urinária durante a gravidez.

Sintomas

É importante que todas as mulheres saibam que a infecção urinária durante o período de gestação pode ser assintomática, por isso, é recomendável fazer exames de urina durante a gravidez para que se possa detectar qualquer bactéria que eventualmente esteja no trato urinário.

Quando os sintomas aparecem, eles são caracterizados pela:

  • Queimação e/ou dor ao urinar;
  • Dor na pelve;
  • Sensação alternada de quente/frio;
  • Vontade constante de urinar;
  • Cheiro forte na urina;
  • Sangue na urina;
  • Pus na urina;
  • Dor durante a relação sexual.

A vontade constante de urinar e a sensação de peso na bexiga são relativamente comuns durante a gravidez, o que exige atenção da gestante, especialmente em relação aos outros sintomas.

Diagnóstico

O diagnóstico preciso da infecção urinária durante a gravidez pode ser feito com a realização do exame de urina simples. Existe ainda, um teste caseiro que pode ser obtido em uma farmácia. Neste caso, a mulher pode realiza-lo sem a necessidade de acompanhamento médico. Todavia, é importante que o obstetra ou o ginecologista sejam comunicados sobre algum desconforto o quanto antes, para evitar complicações durante a gestação, decorrentes da infecção.

Tratamento

Uma vez obtido o diagnóstico de infecção urinária durante a gravidez, o tratamento é feito com administração de antibióticos. Mas quando se trata de uma pielonefrite (inflamação nos rins), que é um quadro mais grave de infecção urinária, a atenção deve ser redobrada e o tratamento tem que ser minuciosamente orientado e acompanhado por um médico, pois muitas vezes envolve o uso de antibióticos que são aplicados de maneira intravenosa e a internação da paciente por pelo menos 48 horas, até que passe o estado febril e que os sintomas da infecção desapareçam. Embora a pielonefrite seja menos comum, ela afeta um número considerável de mulheres durante a gestação.

 

Referências

https://brasil.babycenter.com/a1500658/infec%C3%A7%C3%A3o-urin%C3%A1ria-na-gravidez

https://www.tuasaude.com/infeccao-urinaria-na-gravidez/

https://www.mdsaude.com/2011/11/infeccao-urinaria-gravidez.html

http://www.guiadobebe.com.br/infeccao-urinaria/

http://www.gentside.com.br/pielonefrite/pielonefrite-aguda-tratamento-na-gravidez-o-que-e-pielonefrite_art6044.html

https://www.mdsaude.com/2009/01/pielonefrite-infeccao-dos-rins.html

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Você sabe o que é Gravidez Ectópica?

Você sabe o que é Gravidez Ectópica?

Dados do Ministério da Saúde revelam que no ano de 2016 foram registradas no Brasil mais de nove mil internações devido à gravidez ectópica. Mas, você sabe o que é essa condição que acomete 1% da população feminina?

Gravidez ectópica é considerada toda gestação que ocorre fora da cavidade uterina, ou seja, quando o óvulo fecundado se instala e se desenvolve fora do útero. Na maior parte das vezes ela ocorre na tuba (trompa) uterina, por isso é tão comum ouvir falar que “a mulher teve uma gravidez tubária ou nas trompas”.

É importante ressaltar, que embora seja raro, a gravidez ectópica também pode acontecer no ovário, no colo do útero (gravidez cervical), na região intersticial (gravidez cornual) e no abdômen (nesta localização a gravidez pode chegar próximo aos nove meses).

Diagnóstico e sintomas

Apesar do índice de casos ser relativamente baixo, diagnosticar precocemente a gravidez ectópica é fundamental para preservar a saúde da mulher. Porém, os sintomas desta condição podem passar despercebidos, já que a maioria começa entre a sexta e a oitava semana de gestação e é muito semelhante aos sinais de uma gravidez comum, como: irregularidade menstrual, dores abdominais, mal-estar e náuseas.

Causas

Todas as mulheres correm o risco de ter uma gestação ectópica, mas considerando como base a gravidez ectópica na tuba uterina, alguns fatores podem contribuir para isso. Dentre eles:

  • Já ter tido uma gravidez ectópica anterior;
  • Infecções, inflamações ou anormalidades nas trompas, que fazem com que o embrião tenha dificuldade de percorrer o trajeto em direção ao útero;
  • Tabagismo;
  • DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) como a clamídia, um dos principais agentes causadores da doença inflamatória pélvica;
  • Uso inadequado do DIU ou pílula do dia seguinte.

Tratamento

Após a confirmação da gravidez ectópica, normalmente por meio de uma ultrassonografia transvaginal associada aos sintomas clínicos e exames laboratoriais, o próximo passo é tratar a condição. O tratamento geralmente indicado, principalmente nos casos de hemorragia interna, é a cirurgia com remoção da tuba, realizada por incisão no abdômen como de uma cesárea.

A laparoscopia, por sua vez, também é uma alternativa indicada para retirar o embrião e reparar a área danificada. Por fim, há a possibilidade de o médico indicar somente o tratamento clínico medicamentoso, com a finalidade de preservar a trompa de falópio e promover uma reabsorção do embrião pelo organismo, desde que ele esteja pequeno e sem batimentos cardíacos.

O tratamento menos invasivo deve ser decidido por um médico, que levará em consideração a complexidade da doença e sua gravidade. Após o tratamento, o recomendável é que a mulher seja orientada a procurar atendimento médico logo que suspeitar de outra futura gravidez, devido ao risco de recidiva da condição.

Referências

Gravidez ectópica: os principais sintomas, causas e tratamento

https://bebe.abril.com.br/blog/fertilidade-em-alta/gravidez-ectopica-sintomas-causas-tratamento/

O que é gravidez ectópica?

http://www.afam.com.br/noticia/o-que-e-gravidez-ectopica-/3709

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Gestação de Alto Risco

Gestação de Alto Risco

Um pré-natal de alto risco se refere ao acompanhamento que será feito com uma gestante que tem uma doença prévia ou durante a sua gravidez, que sugere que essa seja uma gravidez de risco. Assim, basicamente se enquadram em pré-natal de risco três condições:  as mulheres com doenças crônicas prévias à gestação, aquelas que tiveram uma gestação anterior de alto risco e aquelas que identificam, no curso da gravidez, uma condição ou doença que vai oferecer risco para ela e a para o bebê.
No primeiro caso, se enquadram mulheres que sofrem de hipertensão arterial, diabetes, lúpus, doenças psiquiátricas, neurológicas ou cardíacas ou infecções crônicas, como Hepatite e HIV. As pacientes com essas condições devem compartilhar com seu especialista o desejo de engravidar, antes de interromper o método anticoncepcional. Dessa forma, o médico que a acompanha, como cardiologista, neurologista, infectologista ou outro especialista, já deve alinhar com o obstetra as medicações e condutas que devem ser tomadas antes da concepção e durante a gestação.
Para o segundo grupo, é recomendado o acompanhamento de alto risco quando houve uma gravidez anterior com histórico de hipertensão, abortos de repetição, descolamento prévio da placenta, por exemplo. Tudo isso deve ser observado pelo obstetra para colocar essa futura mamãe sob um olhar mais criterioso.
E ainda, se no decorrer da gestação acontecer um quadro de diabetes que não existia antes, ou a descoberta da pré-eclâmpsia, bem como ter uma infecção viral ou bacteriana, o obstetra mudará o olhar para essa grávida e ela se torna uma gestante de alto-risco.
A depender dessas três classificações – e outras que possam ser diagnosticadas pelo médico no início ou no decorrer da gravidez – a avaliação pré-natal será diferente de uma avaliação normal. Por exemplo, uma diabética pode ter que fazer mais consultas do que uma mulher sem essa condição. Um pré-natal normal tem uma consulta por mês, começando o mais cedo possível, até a 32a semana. A partir daí e até a 36semana, uma consulta a cada 15 dias e depois, até o parto, uma consulta semanal.

 

Condições prévias pedem consultas mais frequentes ao obstetra e, a depender da doença, o acompanhamento também do especialista. Avaliações laboratoriais e de imagem também podem ser solicitadas em maior número para se saber se o bebê está sofrendo com a condição da mãe.
Lembrando sempre que o pré-natal bem feito garante a saúde e a segurança da mãe, o bom desenvolvimento do bebê e um encontro tranquilo dos dois durante o parto.

 

FONTE : site da FEBRASGO ( federação brasileira das sociedades de ginecologia e obstetrícia ).

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Vacina de Meningite B

Vacina de Meningite B

Os casos de meningite estão sendo cada vez mais comuns e relatados principalmente nas redes sociais. Mas o que é a Meningite? Ela é uma doença provocada por um vírus ou uma bactéria, que causa a inflamação das meninges, ou seja, as membranas que envolvem o cérebro. Para a meningite de origem viral, não existe imunização, mas para a meningite de origem bacteriana, já temos vacinas. A vacina contra o grupo C, que é o tipo mais comum no Brasil, sendo responsável por 70% dos casos, já está disponível na rede pública, e as vacinas contra o grupo B, W, Y e A estão disponíveis somente na rede privada.

A Meningite do tipo B, é causada por uma bactéria chamada meningococo B (MenB), que representa cerca de 20% dos infectados. Ela não é a mais comum, porém, é um dos tipos mais perigosos e atinge com mais frequência as crianças menores de 5 anos, em especial, aquelas que ainda não completaram um ano de vida. Para você entender um pouco mais sobre a vacina, fizemos uma tabelinha explicando tudo!

Vacina Meningite B111

 

Vacina Meningite B 222

 

 

 

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Dúvidas Frequentes na Gestação

Dúvidas Frequentes na Gestação

Dúvidas Frequentes na Gestação: O beta-hcg deu positivo. Uma alegria contagiante. Milhares de perguntas invadem a cabeça de quem acabou de se tornar gestante. A gravidez traz o melhor sentimento do mundo, mas junto vem certas duvidas.

As grávidas geralmente são bombardeadas de proibições por amigos e familiares. Alguns cuidados, realmente, devem ser tomados, mas nem tudo o que dizem é verdade. Abaixo daremos algumas dicas, para amenizar ou diminuir um pouco destas dúvidas frequentes entre as gestantes. Mas somente, o seu Obstetra, poderá orientar a gestante da melhor maneira. Pois somente ele detém de todas as informações clínicas da paciente.

 

As grávidas podem pintar as unhas?

Não existe uma contraindicação, já que a absorção dos componentes tóxicos é muito pequena. Somente aumente o tempo de ida à manicure, para a cada 15 dias, e leve o seu próprio kit de alicate e tesoura.

Usar tintura e/ou tratamento capilar?

É indicado somente após o 4°mês de gestação, pois o primeiro trimestre é uma fase crítica na formação do bebê. Porém, progressiva, relaxamento e tintura convencional são proibidos durante todo o período gestacional e até no período de amamentação. Se você quiser tingir os cabelos após o terceiro mês, use os produtos que são à base de henna ou xampus tonalizantes, que não possuem iodo e nem amônia na composição. Os Reflexos só podem ser feitos da metade dos fios para baixo no mesmo período.

Pode dirigir?

As grávidas podem dirigir normalmente até o 7° mês. Mas atente-se ao cinto de segurança. Ele deve passar pela parte inferior do abdômen para não comprimir o abdomen. Evite dirigir quando estiver sonolenta, mas fora isso, pode ir e vir com segurança.

As grávidas podem trabalhar até o final da gestação?

Varia de caso a caso. Para isso é necessário procurar uma orientação médica. Mas desde que a mamãe se sinta bem, e o médico autorize, pode trabalhar normalmente até a semana anterior ao nascimento do bebê.

Usar produtos de limpeza?

As substâncias como amônia, amoníaco, lisofórmio, querosene e cândida devem ser usados com precaução. Os utilize somente em ambientes arejados, para que assim, minimize possíveis reações alérgicas e mal-estar.

As grávidas podem doar sangue?

O Ministério da Saúde proíbe, pois a doação pode comprometer o estoque de ferro do organismo, o que poderia acabar ocasionando um quadro de anemia trazendo risco para o feto.

Pode consumir bebida alcóolica?

Muitos especialistas desaconselham o consumo de bebidas alcóolicas. Pesquisas apontam que até o consumo social pode levar a Síndrome Alcóolica Fetal. Também não se deve fumar durante toda a gravidez e o período de amamentação.

Pode tomar sol?

As grávidas não podem pegar sol por um longo período, mesmo usando o protetor solar adequado. A gestante pode ter insolação e desidratação.

As grávidas podem fazer depilação a laser?

Durante a gestação troque a depilação a laser, pela cera ou lâmina. Pois, a depilação pode ser feita, mas o laser não tem um aval dos profissionais, por eles não terem certeza se causaria problemas ao bebê.

Pode fazer aplicações de botox?

Não existem testes suficientes que provem que o botox não faz mal ao feto, por isso ele é contraindicado. Também não use se estiver amamentando, já que como os outros produtos químicos, ele pode atingir o leite materno.

Estar grávida não quer dizer se limitar a tudo no seu dia a dia. Existem contra indicações que são para o seu bem e principalmente o do bebê. Por isso, procure o seu médico obstetra em casos de dúvidas sobre o que você pode ou não fazer.

A CLIMED têm profissionais preparados para te ajudar e te acompanhar durante o período mais importante da sua vida. ENTRE EM CONTATO.

 

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Síndrome de Down

Síndrome de Down

A Síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 ao invés de dois em todas ou na maior parte das células, ou seja, ao invés de ser 46 cromossomos, os portadores da síndrome apresentam 47 cromossomos. Essa mutação ocorre na hora da concepção da criança.

Ainda não se sabe ao certo a causa da síndrome de Down, se é o óvulo feminino ou o espermatozoide masculino que apresenta 24 cromossomos no lugar de 23. Quando se unem aos 23 das outras células embrionárias, somam assim 47. Esse cromossomo somente aparece no par de número 21, por isso que a síndrome também recebe o nome de TRISSOMIA DO 21 Ela é uma das ocorrências genéticas mais comuns que existe, afetando cerca de um em cada 700 nascimentos, independente da raça, país ou condição econômica da família.

As pessoas com síndrome de Down apresentam características semelhantes e estão sujeitos a uma maior incidência de doenças, porém, apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

Em alguns casos podem ocorrer a translocação cromossômica, ou seja, o braço longo excedente do cromossomo 21, se liga a um outro cromossomo qualquer.  O mosaicismo é uma forma rara da síndrome de Down, em que uma linhagem apresenta 47 cromossomos, e a outra é completamente normal.

As alterações provocadas pelo excesso do material genético determinam as características típicas da síndrome, que são:

  • Olhos oblíquos, semelhante aos dos orientais, rosto arredondado e menor espaço Inter orbitário.
  • Mãos menores e dedos mais curtos, prega palmar única e orelhas menores, com implantação mais baixa.
  • Hipotonia – diminuição dos tônus musculares, podendo causar dificuldades motoras.
  • Em pelo menos 50% dos casos, ocorrem cardiopatas.
  • Comprometimento intelectual, consequentemente uma aprendizagem mais lenta e atraso na articulação da fala.

Atualmente existem testes genéticos que podem identificar a possibilidade da síndrome, a partir da nona semana da gravidez. O exame é realizado com uma coleta do sangue da mãe, do qual são retirados fragmentos do DNA fetal. O teste rastreia o DNA do bebê para procurar problemas cromossômicos específicos. Os resultados dão cerca de 99,99% de certeza, já comprovados por estudos clínicos.

A ultrassonografia morfológica fetal ainda é o método mais acessível e realizado em nosso meio para o rastreamento da Síndrome de Down. Nesta ultrassonografia é avaliada a transluscência nucal que pode sugerir a presença da síndrome, que posteriormente será confirmada com os exames de amniocentese e amostra do vilo corial (método invasivo) e através da detecção de alterações cromossômicas, obtidas pela análise do DNA fetal, presentes no sangue materno (método não invasivo).

Após o nascimento, o diagnóstico é comprovado pelo exame do cariótipo, que estuda os cromossomos e ajuda a determinar o risco, da recorrência da alteração em outros filhos do casal.

A crianças com síndrome de Down precisam ser estimuladas desde o nascimento, para assim vencer as limitações que a alteração genética lhes impõe. Como existe necessidades específicas de saúde e aprendizagem, é necessária uma assistência profissional multidisciplinar e a atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilita-los para o convívio e a participação social.

As pessoas com Síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que imaginamos. Ter alguém na família com a síndrome é importante saber que ele pode alcançar um bom desenvolvimento das suas capacidades pessoais, alcançando níveis de realização e autonomia. Isso só pode ser feito através do apoio familiar. Uma pessoa com Down também ama, brinca, sorri, aprende, se diverte e trabalha, e é importante deixa-las realizar essas tarefas sozinhas ou com o mínimo de ajuda possível, para que assim, se sintam cada vez mais presentes na sociedade.

 

Referências

http://www.movimentodown.org.br/sindrome-de-down/o-que-e/

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-de-down

https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-down/

 

 

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